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SAÚDE MENTAL

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A

Ansiedade

A ansiedade é caracterizada por sentimentos de tensão, preocupação e insegurança, normalmente acompanhados de alterações físicas como o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, sudação, secura da boca, tremores e tonturas. Apesar de ter um caráter normativo, quando a ansiedade persiste em determinados contextos, interfere negativamente com a capacidade de desenvolver atividades do dia-a-dia, causando sofrimento físico e/ou emocional significativo, estamos perante uma patologia ansiosa.

 

Existem diferentes formas de ansiedade, cada uma delas com sintomas distintos, sendo as principais:

  • Doença obsessiva compulsiva;

  • Stress pós-traumático;

  • Pânico;

  • Agorafobia, ansiedade generalizada, social ou separação.

 

Estratégias para o controlo e redução da Ansiedade:

  • Aceitar sem julgamentos a situação pela qual está a passar;

  • Cumprir horários de sono adequados;

  • Controlo da respiração e uso da respiração diafragmática;

  • Fazer atividade física;

  • Beber água;

  • Ocupar a mente: ler um livro, ver um filme (por exemplo)- Concentrar a mente numa atividade prazerosa e saudável;

  • Procurar ajuda sem receio quando os sintomas começarem a aparecer;

  • Relembrar que tudo é passageiro e temporário, bem como a ansiedade sentida;

  • Falar com amigos e familiares é também um bom meio de distração ou de desabafar com aqueles que nos conhecem;

  • Identificar os pensamentos que estão a causar perturbação e investir em esforços sobre aquilo que pode controlar;

  • Fazer uma lista do que gosta de fazer;

  • Criar momentos de relaxamento diários: leitura, meditação, ouvir música de olhos fechados, desenhar, etc.

Ataques e transtorno de pânico

Ataque de pânico é o início abrupto de um período circunscrito breve de intenso desconforto, ansiedade ou medo, acompanhado por sintomas somáticos e/ou cognitivos. O transtorno de pânico é a ocorrência de ataques de pânico repetidos, normalmente acompanhados de medo sobre futuros ataques ou de mudanças comportamentais para evitar situações que poderiam predispor aos ataques. O diagnóstico é clínico. Ataques de pânico isolados podem não precisar de tratamento. O transtorno de pânico é tratado com fármacos, psicoterapia (p. ex., terapia de exposição, terapia cognitivo-comportamental) ou ambos.

 

Sinais e sintomas:

  • O ataque de pânico ocorre como início súbito de medo ou desconforto de forte intensidade. Os sintomas geralmente atingem o pico em 10 minutos e dissipam-se em minutos. Embora desconfortável, não se considera perigoso do ponto de vista médico.

 

Cognitivos

  • Medo de morrer;

  • Medo de enlouquecer ou de perder o controle;

  • Sensações de irrealidade, estranhamento (desrealização) ou desligamento de si mesmo (despersonalização);

 

Somático

  • Dor ou desconforto no peito;

  • Tontura, sensação de instabilidade ou de desmaio;

  • Sensação de sufocação;

  • Ondas de calor ou calafrios;

  • Náuseas ou desconforto abdominal;

  • Sensações de anestesia ou parestesia;

  • Palpitação ou aceleração da frequência cardíaca;

  • Sensação de falta de ar ou asfixia;

  • Sudorese;

  • Tremores.

 

Tratamento

  • Antidepressivos, benzodiazepínicos ou ambos;

  • Medidas psicoterapêuticas (p. ex., terapia de exposição e/ou terapia cognitivo-comportamental)

  • Transtornos dissociativos e conversivos

Demência

Demência é um termo genérico, utilizado para designar um conjunto de doenças nas quais existe deterioração do desempenho cognitivo e comportamental, condicionando a autonomia. Existem diversas demências e são raras as que se podem tratar ou prevenir eficazmente. Acredita-se, no entanto, que um estilo de vida saudável pode retardar o surgimento da maioria. 

Podemos dividir a demência por:

  • Primárias (degenerativas, em que a demência é a própria doença);

  • Secundárias (existe outra patologia que se manifesta por demência).

 

Demências mais comuns:

  • Doença de Alzheimer (que representa cerca de dois terços de todos os casos);

  • Demência frontotemporal;

  • Demência com corpos de Lewy;

  • Demência vascular (destas, a única secundária).

 

Principais domínios cognitivos que podem ser afetados:

  • A capacidade de organização, planeamento, decisão e julgamento (funções executivas);

  • A capacidade de reter e evocar informação (memória);

  • A capacidade de expressão e compreensão verbal (linguagem); 

  • A capacidade de reconhecer pessoas e objetos (gnose);

  • A capacidade de orientação no espaço e de produzir sequências de atos motores (praxis).

  • Transtorno de humor

D

Dependência de substâncias

A compulsão por drogas ou por outras substâncias define-se quando estão presentes, em simultâneo, diferentes critérios:

  • Um forte desejo para as consumir;

  • Dificuldades em controlar o comportamento, tanto no que se refere ao início, fim e níveis de consumo;

  • Estado de abstinência fisiológico quando o uso cessa ou é reduzido;

  • Evidência de tolerância, na qual doses crescentes são necessárias para se obter um efeito inicialmente obtido com dosagens mais baixas;

  • Abandono progressivo de prazeres e interesses alternativos em favor do seu uso e aumento da quantidade de tempo necessária para se recuperar dos seus efeitos;

  • Persistência na sua utilização, apesar da evidência de consequências manifestamente nocivas.

 

Causas:

  • Relaciona-se com as características químicas da droga ou da substância, com o perfil psicológico do consumidor e com o meio ambiente onde ele está inserido.

Depressão

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão é um dos principais problemas de saúde no mundo desenvolvido. Estima-se que uma em cada quatro mulheres e um em cada dez homens possam ter crises de depressão em alguma fase da sua vida e as crianças também podem ser afetadas. Esta doença requer tratamento, por isso deve haver uma procura de ajuda especializada precocemente. A depressão contém uma patologia que pode passar despercebida, uma vez que os seus sintomas podem ser confundidos com outras causas como doenças físicas ou stress. Todos podem estar tristes, porém pode durar pouco tempo, já na depressão ocorre uma interferência com as atividades diárias, estando associadas a um sofrimento intenso.

 

Causas:

  • Acontecimentos traumáticos que podem desencadear a depressão ou facultar episódios depressivos;

  • O tipo de personalidade e a forma como se lida com as adversidades, pode estar ligado a uma menor ou maior predisposição para a depressão;

  • Resultado de uma combinação de diversos fatores do foto genético, ambiental, biológico e psicológico.

 

Tipos de depressão:

  • Depressão Minor (menos sintomas)

  • Depressão Major (mais sintomas e maior carga emocional)

Distúrbios alimentares

As perturbações alimentares correspondem a um conjunto de distúrbios no qual existe uma preocupação exagerada em relação ao peso corporal, gerando comportamentos anómalos, prejudicando a saúde. São envolvidas emoções, atitudes e comportamentos excessivos em tudo o que se relaciona com o peso e a comida. Desta forma, estes distúrbios têm natureza emocional e física. Existem diversos tipos de perturbações alimentares, porém os três tipos fundamentais são a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno da compulsão alimentar periódica.

Anorexia nervosa

O paciente vê-se com excesso de peso criando uma distorção da sua imagem corporal, mesmo quando se encontra num estado avançado de magreza. Estes doentes recusam-se a comer e realizam exercício físico de forma compulsiva, desta forma, perdem grandes quantidades de peso, colocando a sua vida em risco.

Bulimia nervosa

O paciente ingere grandes quantidades de comida e depois elimina as calorias por meio de laxantes, clisteres, diuréticos, pelo vómito e pelo exercício físico. Estes comportamentos são feitos em segredo e existe um forte sentimento de culpa e vergonha após o ato de ingestão dos alimentos. No entanto, ele repete-se pois, permite ao paciente aliviar toda a tensão e carga emocional negativa que sente quando o estômago está de novo vazio.

 

Transtorno da compulsão alimentar periódica

Do mesmo modo que na bulimia, existem períodos de ingestão descontrolada de alimentos, mas, neste caso, os pacientes não eliminam o excesso de calorias.

 

Nota: O conhecimento exato da prevalência é difícil porque os pacientes tendem a esconder o seu comportamento, afastando-se do convívio social e negando a sua existência, mesmo quando confrontados com a situação.

Doença bipolar

A Perturbação Bipolar, anteriormente denominada psicose maníaco-depressiva, é uma patologia psiquiátrica crónica. Esta caracteriza-se pelas variações acentuadas de humor. Manifestando-se, especialmente, por períodos de elevação do humor e aumento de energia e da atividade (mania ou hipomania) alternando com fases de depressão e diminuição da energia e da atividade. Estes episódios vão desde os mais graves, aos moderados ou leves e apresentam um impacto importante nas sensações, emoções, ideias e comportamento da pessoa afetada, com perda significativa de qualidade de vida e de autonomia. As flutuações de humor, de energia e de níveis de atividade interferem com todas as tarefas quotidianas. Os sintomas mais graves prejudicam o relacionamento, o desempenho na escola e no trabalho e podem conduzir ao suicídio. Apesar de tudo, pode ser tratada e é compatível com uma vida longa e produtiva. Esta patologia costuma iniciar-se na adolescência ou na fase de adulto jovem, sendo metade dos casos a manifestarem-se pela primeira vez antes dos 25 anos. Contudo, pode começar mais cedo ou em fases mais tardias da vida.

Esquizofrenia

A esquizofrenia, ou distúrbio da mente dividida, é marcada por surtos em que o mundo real acaba substituído por delírios e alucinações.

Geralmente a esquizofrenia se inicia com uma simples apatia no final da adolescência e no começo da vida adulta, na faixa dos 18 aos 30 anos. Aos poucos, o indivíduo abandona as atividades rotineiras  e se isola. Suas reações ficam estranhas e desajustadas – ele não esboça os sentimentos esperados diante de fatos tristes ou felizes. Do nada, surge uma sensação de que algo está errado e alguém prejudica a sua vida. O passo seguinte é a transformação dessa inquietação nas fantasias sensoriais e nas teorias da conspiração. São as alucinações e os delírios que mencionamos antes.

 

Sinais de esquizofrenia:

  • Dificuldades no aprendizado desde a infância;

  • Apatia;

  • Pouca vontade de trabalhar, estudar ou interagir com os outros;

  • Não reagir diante de situações felizes ou tristes;

  • Vozes que surgem na cabeça e outras alterações nos órgãos dos sentidos;

  • Mania de perseguição inexplicável.

E

Fobia específica

Uma fobia específica consiste em medo e ansiedade diante de situação ou objeto em particular. A situação ou o objeto é geralmente evitado quando possível; mas, caso a exposição ocorra, a ansiedade se desenvolve rápido. A ansiedade pode se intensificar até o nível de ataque de pânico. As pessoas com fobia específica normalmente reconhecem que seu medo é irracional e excessivo. As fobias específicas são os transtornos de ansiedade mais comuns.

 

Sintomas:

  • Os sintomas dependem do tipo de transtorno fóbico.

F

Perturbação Obsessiva Compulsiva (POC)

A Perturbação Obsessiva Compulsiva (POC) é caracterizada por obsessões recorrentes (pensamentos indesejados e incontroláveis) e comportamentos repetidos de forma compulsiva.  Esta doença psicológica deriva de um distúrbio de Ansiedade, que mantém a pessoa num estado de vigília e alerta, em que os pensamentos de proteção surgem para dar resposta a uma situação  potencialmente perigosa. Quando estes pensamentos persistem e se tornam repetitivos, mesmo quando o perigo não é real, estamos perante a Perturbação Obsessiva Compulsiva, uma doença psicológica extremamente limitadora e que se não for tratada atempadamente, tem tendência a agravar. 

 

Causas:

  • A principal causa do desenvolvimento de POC são os estados de Ansiedade, gerados por experiências traumáticas do passado, nomeadamente Ataques de Pânico. Em resposta ao medo, e de forma a baixar os níveis de Ansiedade sentidos, desenvolvem-se pensamentos obsessivos e/ou comportamentos compulsivos e repetidos. Estes rituais compulsivos são estratégias para parar o pensamento obsessivo e a preocupação extrema.  

  • Outra causa, menos comum, são as crenças. Estas influenciam a construção da personalidade da pessoa e têm impacto direto na forma como as pessoas pensam ou agem. 

 

Sintomas:

  • Ansiedade intensa;

  • Sentimento de medo e insegurança;

  • Sentimentos de culpa;

  • Pensamentos repetidos e frequentes;

  • Sentimento de tensão;

  • Comportamento e rituais repetidos;

  • Tremores;

  • Aumento da frequência cardíaco;

  • Suores frios;

  • Estado de alerta e vigia constante.

Fobia Social

 

A Fobia Social, também conhecida por Timidez, é um transtorno psicológico que deriva da ansiedade, ou seja, do medo de estar exposto aos outros, de se comunicar com os outros. Este medo pode ter uma intensidade distinta em cada pessoa. A Timidez tem um impacto negativo na vida, pois impede a natural evolução das relações sociais, algo essencial ao ser humano. Em alguns casos, a Fobia Social conduz a estados depressivos ainda mais limitantes, nomeadamente a Depressão.

 

Sintomas:

  • Sentir medo de sair de casa;

  • Evitar locais públicos ou com muita gente;

  • Evitar fazer algumas coisas ou falar com pessoas por medo de constrangimento;

  • Evitar situações em que pode ser o centro das atenções;

  • Sentir medo de ser julgado ou de interagir com pessoas desconhecidas;

  • Sentir medo de se expor e passar por situações constrangedoras e humilhantes;

  • Sentir medo de apresentar sintomas físicos (corar, suar, tremer) em público;

  • É pessimista e espera sempre o pior, principalmente de situações sociais.

Psicopatia

A psicopatia é um transtorno psicológico caracterizado por comportamentos antissociais e impulsivos, além de desprezo e falta de empatia com os outros. A pessoa psicopata tende a ser bastante manipuladora e centralizadora, apresentando, assim, comportamentos extremamente narcisistas e não se responsabilizando por nenhuma de suas atitudes.O tratamento da psicopatia é feito por um psiquiatra, sendo normalmente recomendadas sessões de psicoterapia, que podem ser feitas com o psicólogo, e uso de medicamentos que possam melhorar o quadro clínico. A dificuldade no tratamento dos psicopatas é que os mesmos não se identificam com as características, muitas vezes julgando que seu comportamento é normal e não admitindo que possuem traços de psicopatia, o que faz com que não busquem ajuda psiquiátrica.

 

Sintomas:

  • Falta de empatia;

  • Comportamento impulsivo;

  • Não assumem culpa;

  • Egocentrismo;

  • Mentiras em excesso.

P

Sociopatia

Sociopatia é um termo criado para descrever alguém que tem transtorno de personalidade antissocial (TPAS). Pessoas com TPAS não conseguem entender os sentimentos dos outros. Frequentemente quebram leis e regras ou tomam decisões impulsivas sem se sentirem culpados pelos danos que causam devido a suas atitudes.

Pessoas com TPAS também podem usar de “jogos mentais” para controlar amigos, familiares, colegas de trabalho e até estranhos. Eles também podem ser vistos como carismáticos ou charmosos. A sociopatia faz parte de uma categoria de transtornos de personalidade caracterizada por comportamentos negativos persistentes.

Alguém com este tipo de transtorno mostra consistentemente uma falta de consideração pelos sentimentos dos outros ou pelas violações dos direitos das pessoas. Elas podem não perceber que têm esses comportamentos, e ainda viver a vida inteira sem um diagnóstico.

Para receber um diagnóstico de sociopatia, uma pessoa deve ter mais de 18 anos.

Sintomas:

  • Não respeita normas ou leis sociais;

  • Mente excessivamente;

  • Não faz planos de longo prazo;

  • Mostra comportamento agressivo ou agravado;

  • Não considera a própria segurança;

  • Não acompanha responsabilidades pessoais ou profissionais;

  • Não sente culpa ou remorso;

  • Ser “frio” por não mostrar emoções ou investir na vida de outras pessoas;

  • Usando o humor, a inteligência ou o carisma para manipular outras pessoas.

S

TAG (Transtorno de ansiedade generalizada)

 

O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) caracteriza-se por ansiedade e preocupação excessivas que estão presentes por não mais que 6 meses sobre várias atividades ou eventos. A causa é desconhecida, embora comumente coexista em pessoas que têm abuso de álcool, depressão maior ou transtorno de pânico. O diagnóstico baseia-se em história e exame físico. O tratamento consiste em psicoterapia, terapia medicamentosa ou ambos.O TAG é comum, afetando cerca de 3% da população em período de 1 ano. As mulheres têm duas vezes mais chances de serem afetadas que os homens. O transtorno geralmente se inicia na infância ou na adolescência, mas pode começar em qualquer idade.

Sintomas:

  • O foco da preocupação não é restrito como em outros transtornos psiquiátricos (p. ex., quanto a ter ataque de pânico, ficar envergonhado em público ou ser contaminado); 

  • O paciente tem múltiplas preocupações, as quais quase sempre mudam com o tempo. Preocupações comuns incluem responsabilidades no trabalho e com a família, dinheiro, saúde, segurança, reparos no carro e pequenas tarefas.

  • O curso é geralmente flutuante e crônico, com piora durante estresse. Muitos pacientes com TAG têm um ou mais transtornos psiquiátricos comórbidos, incluindo depressão maior, fobia específica, fobia social e transtorno de pânico.

T

TOC (Transtorno obsessivo-compulsivo)

Transtorno de personalidade antissocial

 

O transtorno de personalidade antissocial é caracterizado por um padrão generalizado de descaso com as consequências e direitos dos outros. Sendo mais comum entre os homens do que entre as mulheres, tendo uma forte componente hereditária. O diagnóstico é por critérios clínicos e o tratamento pode incluir terapia cognitivo-comportamental, fármacos antipsicóticos e antidepressivos.

As pessoas com transtorno de personalidade antissocial cometem atos ilegais, fraudulentos, exploradores e imprudentes para ganho pessoal ou prazer e sem remorsos. Podendo fazer o seguinte:

  • Justificar ou racionalizar o seu comportamento (p. ex., achar que perdedores merecem perder, tomar cuidado com o número um);

  • Culpar a vítima por ser tola ou impotente;

  • Ser indiferente aos efeitos exploradores e prejudiciais de suas ações sobre os outros.

 

Comorbidades são comuns. A maioria dos pacientes também apresenta abuso de drogas (e cerca de metade das pessoas que usam fármacos atende os critérios para transtorno de personalidade antissocial). Pacientes com este transtorno muitas vezes também têm transtorno de controle de impulsos, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade ou transtorno de personalidade borderline.

 

Sinais e sintomas:

  • Expressam o seu descaso pelos outros e pela lei destruindo propriedades, assediando e roubando outros;

  • Enganam, fraudam, manipulam os outros para benefício próprio;

  • Podem vir a adotar um pseudônimo;

  • São impulsivos e não consideram as consequências para a segurança deles mesmos ou dos outros;

  • Podem vir a consumir quantidades excessivas de álcool ou usar drogas ilícitas;

  • São social e financeiramente irresponsáveis;

  • São muitas vezes facilmente irritados e fisicamente agressivos;

  • Não há remorso pelas suas ações, estando determinados a não serem intimidados e fazem o que eles acham que é melhor para si mesmos a qualquer custo;

  • Não têm empatia pelos outros e podem ser desdenhosos ou indiferente aos sentimentos, direitos e sofrimento dos outros;

  • Tendem a ter uma opinião elevada de si mesmos e podem ser muito teimosos, autoconfiantes ou arrogantes;

  • Podem ser charmosos, volúveis e verbalmente superficiais em seus esforços para conseguirem o que querem.

Transtorno de personalidade borderline

O transtorno de personalidade borderline é caracterizado por um padrão generalizado de instabilidade e hipersensibilidade nos relacionamentos interpessoais, instabilidade na autoimagem, flutuações extremas de humor e impulsividade. Não toleram estar sozinhos, fazem esforços frenéticos para evitar o abandono e geram crises, como tentativas suicidas, de tal forma que levam os outros a resgatá-los e cuidar deles. O diagnóstico é por critérios clínicos. O tratamento é com psicoterapia e fármacos. 

 

As comorbidades são complexas. Os pacientes têm com frequência alguns outros transtornos, especialmente depressão, transtornos de ansiedade (p. ex., síndrome do pânico), transtornos de humor,transtorno de estresse pós-traumático, transtornos de personalidade, bem como transtornos alimentares transtornos de uso de fármacos.

 

Sinais e sintomas:

  • Quando se sentem abandonados ou negligenciados, sentem um medo intenso ou raiva;

  • Temem o abandono em parte porque não querem estar sozinhos;

  • Tendem a mudar o ponto de vista que têm de outras pessoas de forma abrupta e dramática;

  • Podem idealizar um potencial cuidador ou amente, exigindo passar muito tempo juntos e compartilharem tudo. De repente, eles podem achar que a pessoa não se importa o suficiente, e por isso, ficam desiludidos, podendo desprezar ou ficarem irritados com a pessoa. Essa mudança da idealização para desvalorização reflete o pensamento maniqueísta (divisão e polarização do bem e do mal);

  • Podem sentir empatia e cuidar de uma pessoa, mas somente se eles acharem que essa outra pessoa estará disponível para eles sempre que necessário;

  • Têm dificuldade em controlar a sua raiva e muitas vezes tornam-se inadequados ou intensamente irritados;

  • Podem expressar a sua raiva com sarcasmo cortante amargura ou falação irritada, muitas vezes direcionada ao cuidador ou amante por negligência ou abandono. Após a explosão, eles muitas vezes sentem vergonha e culpa, reforçando seus sentimentos de que são maus;

  • Podem mudar abrupta e radicalmente a sua auto imagem, mostrada pela mudança súbita dos seus objetivos, valores, opiniões, carreiras ou amigos;

  • Podem ser carentes em um minuto e se sentirem justificadamente com raiva sobre serem maltratados em seguida.

  • Impulsividade que leva à automutilação é comum;

  • Podem apostar em jogos de azar, praticar sexo inseguro, ter compulsão alimentar, dirigir de forma imprudente, abusar de droga ou gastar demais; 

  • Os pacientes podem se automutilar para compensar por serem maus ou para reafirmar sua capacidade de sentir durante uma episódio dissociativo;

  • Episódios dissociativos, pensamentos paranoicos e, às vezes, sintomas do tipo psicótico (p. ex., alucinações, ideias de referência).

Transtorno depressivo persistente (Distimia)

 

O transtorno depressivo persistente, também chamado de distimia, é uma forma de depressão contínua de longo prazo (crónica). O paciente pode perder o interesse por atividades diárias normais, sentir-se sem esperança, ter falta de produtividade, baixa auto-estima e um sentimento geral de inadequação. Esses sentimentos duram anos e podem interferir significativamente em relacionamentos, na escola, no trabalho e em atividades diárias.

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